terça-feira, 3 de maio de 2011

Beato João Paulo II

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Quem foi a missa de domingo ou presenciou algum festejo da divina misericórdia, pode notar que havia algo de especial na igreja naquele dia. A atmosfera de alegria pura e forte na comemoração da divina misericórdia se revestiu de um tom ainda mais intenso, que muito fez lembrar o ar que se respirava quando sob o comando de João Paulo II. Nada contra o Santo Padre Bento XVI, é claro. Muito pelo contrário, na verdade, tudo a favor. Mas o próprio Bento concordaria comigo, que João Paulo tinha o carisma muito especial de espalhar uma felicidade e uma paz obviamente divinas, pelas quais todos nós o sentíamos como sinal da presença de Deus. João Paulo II latentemente deixava o céu mais perto de nós.

Você deve estar se perguntando: nossa, quantos anos ela tem, pra ter vivido tão intensamente o papado de João Paulo? De fato, vocês tem razão na reflexão. Quando o papa João Paulo faleceu eu estava no auge de meus 15 anos e, apesar de na época já estar na igreja a uns 4 anos, tive pouco contato direto com suas encíclicas e doutrinas. Mas João Paulo II não se deixava limitar pelo físico. A forma dele de amar e de nos ensinar a amar era tão forte e cativante que o "jeito João Paulo II de viver" já estava (e está até hoje) marcado a ferro e brasa no coração de todo católico que vivia sob seu cajado.

Eu lembro de ter notado esse aroma diferente no ar desde a primeira vez que entrei na igreja, especialmente em algumas pessoas que caritativamente me motivaram a ter a fé (ou pelo menos a obediência) que hoje tenho. Foi engraçado porque só no dia em que João Paulo II faleceu, só quando vi todos aqueles jovens com lágrimas nos olhos, eu pude entender de onde vinha toda essa força.

João de Deus, você deixou muitas saudades. Mas, como você mesmo nos ensinou no catecismo da igreja, nos consola saber que daí de cima tu intercedes por nós, e que no último dia (se Deus assim permitir) poderemos nos encontrar pra dar esse abraço que hoje guardamos no peito. Obrigada João, por ter me ensinado a amar e respeitar a essa Igreja e acima de tudo a esse Senhor!

Com amor,

de alguns dos frutos da tua missão na terra,

Banda Sublime Dom.

Nunca esquecer...

Precisamos de Santos sem véu ou batina.

Precisamos de Santos de calças jeans e tênis.

Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos.

Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se "lascam" na faculdade.

Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade.

Precisamos de Santos modernos, santos do século XXI, com uma espiritualidade inserida em nosso tempo.

Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais.

Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.

Precisamos de Santos que bebam coca-cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem disc man.

Precisamos de Santos que amem apaixonadamente a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refri ou comer uma pizza no fim-de-semana com os amigos.

Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de esporte.

Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros.

Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos".

(João Paulo II)

Um comentário:

Renan Massoto disse...

Lindo... Palavras com sentimento!