terça-feira, 19 de abril de 2011

Penitenciai-vos!

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Toda a força da penitência reside no fato de ela nos reconstituir na graça de Deus e de nos unir a Ele com a máxima amizade. Portanto, a finalidade e o efeito deste sacramento são a reconciliação com o Senhor. Os que recebem o sacramento da penitência, com coração contrito e disposição religiosa, “podem usufruir da paz e tranqüilidade da consciência, que vem acompanhada de uma intensa consolação espiritual. Com efeito, o sacramento da reconciliação com Deus traz consigo uma verdadeira “ressurreição espiritual”, uma reconstituição da dignidade e dos bens da vida dos filhos de Deus, entre os quais o mais precioso é a amizade de Deus.

Não devemos esquecer que a reconciliação com Deus tem como conseqüência, por assim dizer, outras reconciliações capazes de remediar outras rupturas ocasionadas pelo pecado: o penitente perdoado reconcilia-se consigo mesmo no íntimo mais profundo de seu ser, quando recupera a própria verdade interior; reconcilia-se com os irmãos que, de alguma maneira, ofendeu e feriu; reconcilia-se com a Igreja; e reconcilia-se com toda a criação.

Neste sacramento, o pecador, entregando-se ao julgamento misericordioso do Todo-poderoso, antecipa, de certa maneira, o julgamento a que será sujeito no fim da vida terrestre. Pois é agora, nesta vida, que nos é oferecida a escolha entre a vida e a morte, e só pelo caminho da conversão poderemos entrar no Reino do qual somos excluídos pelo pecado grave. Convertendo-se a Cristo pela penitência e pela fé, o pecador passa da morte para a vida “sem ser julgado” (cf. Jo 5,24).

Na Bíblia, Jesus Cristo cedeu aos doze apóstolos o poder de perdoar os pecados (Jo 20,21-23). São Paulo posteriormente adverte da necessidade e da origem deste sacramento (2Cor5,18). As Igrejas cristãs que praticam a confissão ensinam que este poder foi transmitido ao clero, que pode ser visto como os sucessores espirituais dos Apóstolos, que continuariam a transmiti-los. O poder de perdoar os pecados, porém, não deve ser conferido a qualquer um (1Tm 5,22), ainda que o valor deste sacramento não dependa da santidade pessoal do sacerdote (Rom 5,11), pois o objetivo é evitar escândalos causados por pessoas despreparadas, que não compreendam este sacramento em sua totalidade (1Tm 4,14). Atualmente, a Igreja Católica pune automaticamente com excomunhão qualquer sacerdote que revelar o que lhe foi dito em confissão.

Fonte:

Professor Felipe Aquino (adaptado):

http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=11962

Wikipédia (adaptado):

http://pt.wikipedia.org/wiki/Confiss%C3%A3o_(sacramento)

Um comentário:

Renan Massoto disse...

Professor Felipe Aquino sempre nos orientando à Luz de Cristo!

Que Deus o preserve assim e abençoe esse blog que tem selecionado materiais de primeiríssima qualidade teológica!

PARABENS!